terça-feira, 3 de janeiro de 2012

III CONGRESSO INTERNACIONAL DE ESTUDOS UTÓPICOS da REVISTA MORUS - Utopia e Renascimento - “Utopia, consenso e livre-arbítrio (séculos XIV - XVII)"

III Congresso Internacional de Estudos Utópicos

Revista Morus – Utopia e Renascimento

“Utopie, consensus et libre arbitre (XIVe – XVIIe siècles) : Fais ce que voudras

26 e 27 de janeiro de 2012

Centre d’Études Supérieures de la Renaissance, Tours (França)

Organizadores:

Revista Morus – Utopia e Renascimento (UNICAMP/Brasil) – Prof. Carlos Eduardo O. Berriel

Centre d’Études Supérieures de la Renaissance (Tours – França) – Prof. Marie-Luce Demonet

Temática: Utopia, consenso e livre-arbítrio (séculos XIV – XVII): Faze o que quiseres

Este congresso colocará em discussão os conceitos de consenso e de livre-arbítrio conforme aparecem nos textos pertencentes ao gênero utópico. O homem escolhe livremente seu destino ou é conduzido por forças exteriores a ele? Este é um dos mais antigos e centrais problemas da filosofia, presente desde as mais antigas manifestações literárias - bastando aqui indicar a tragédia grega. Sendo a utopia sempre a visualização de uma polis na qual a vida associada é excelente no todo e nas partes, e as instâncias do indivíduo não estão opostas às imposições do coletivo, cabe indagar da coincidência destas manifestações: o livre-arbítrio realmente existe? Como ele se constitui?

As decorrências da noção de livre-arbítrio são variadas e por vezes centrais nos campos filosófico, religioso, ético, político, econômico e literário. Pressupõem noções precisas de divindade, de indivíduo, de natureza, sociedade, juízo e vontade, histórica e culturalmente localizadas.

Consenso e livre-arbítrio – sendo este uma questão filosófica de origem religiosa e um dos fundamentos da própria noção de indivíduo – são centrais na utopia que, essencialmente, pode ser definida como uma formalização ficcional dos problemas centrais da comunidade política de seu autor.

A sessão inaugural deste congresso consistirá num debate sobre a fórmula rabelesiana "Fais ce que voudras": a problemática do consenso na estrutura desses mundos virtuais que são as utopias apresenta-se concentrada na utopia de Thélème e na sua célebre fórmula, interpretada como uma antecipação libertária ou totalitária, ou ainda, como um convite a um evangelismo paulino associado aos conflitos da época.

As sessões subseqüentes serão dedicadas ao estudo da temática “utopia, consenso e livre-arbítrio” e de temáticas decorrentes (tais como liberdade de expressão e dissidência) em obras literárias utópicas específicas, escritas entre os séculos XIV e XVII, sensíveis, portanto, às implicações da Reforma protestante e da Contra-Reforma católica - acontecimentos que redefiniram a idéia da predeterminação.

Os organizadores:

A revista Morus – Utopia e Renascimento foi fundada em 2004 por Carlos Eduardo O. Berriel, professor de Literatura da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e por seu grupo de estudos sobre Renascimento e Utopia. Anual, a revista congrega estudiosos oriundos de universidades localizadas em vários países e organizou dois congressos internacionais: o primeiro, em Florença, em maio de 2007, juntamente com a Università degli Studi di Firenze, dedicado ao tema “Scienza e tecnica nell’utopia e nella distopia”, e o segundo em junho de 2009, na UNICAMP, onde se discutiu “O que é utopia? Gênero e modos de representação”.

Criado em 1956, o Centre d’Études Supérieures de la Renaissance (CESR), sediado em Tours, na França, é um centro de excelência dedicado à formação (master e doutorado) e à pesquisa em todos os campos concernentes ao Renascimento. Este centro de vocação internacional conta com inúmeros parceiros na França e em outros países, promove eventos científicos e publica várias obras (coleções de livros e o Journal de la Renaissance) e conta com três projetos de pesquisa: “Architecture”, “Bibliothèques Virtuelles Humanistes” e “Ricercar”. Vinculado institucionalmente à Universidade François Rabelais de Tours e ao Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), o CESR é dirigido atualmente por Marie-Luce Demonet, Philippe Vendrix e Joël Biard.

Mais informações no site do CESR:
http://cesr.univ-tours.fr/actualites/utopie-consensus-et-libre-arbitre-xive-xviie-siecles-fais-ce-que-voudras-248329.kjsp?RH=CESR_FR

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

IIIe CONGRES INTERNATIONAL D’ÉTUDES UTOPIQUES de la REVUE MORUS : Utopia e Renascimento - “Utopie, consensus et libre arbitre (XIVe – XVIIe siècles)"

IIIe CONGRES INTERNATIONAL D’ÉTUDES UTOPIQUES
“Utopie, consensus et libre arbitre (XIVe – XVIIe siècles) : Fais ce que voudras”
REVUE MORUS – UTOPIA E RENASCIMENTO
&
CENTRE D’ÉTUDES SUPÉRIEURES DE LA RENAISSANCE
26 et 27 janvier 2012
Tours - France

Ce colloque veut être un moment de discussion sur les concepts de consensus et de libre arbitre tels qu’ils se manifestent dans les textes appartenant au genre utopique. L’homme choisit-il librement son destin ou est-il conduit par des forces extérieures? Il s’agit d’un des problèmes les plus anciens et primordiaux de la philosophie, présent déjà dans les manifestations littéraires les plus anciennes – il suffit de citer le cas de la tragédie grecque. L’utopie étant toujours la visualisation d’une polis dans laquelle la vie en société est excellente dans son ensemble aussi bien que dans ses parties, et les instances de l’individu n’étant pas opposées aux contraintes du collectif, il est pertinent de s’interroger sur leur coïncidence: le libre arbitre existe-t-il vraiment dans l’utopie? Est -il favorisé?
Les implications de la notion de libre arbitre sont variées et, dans certains cas, centrales dans les domaines philosophique, religieux, éthique, politique, économique et littéraire. Elles préssupposent des notions précises de divinité, individu, nature, société, jugement et volonté, historiquement et culturellement situées.
Consensus et libre arbitre – ce dernier étant une question philosophique d’origine religieuse et aussi un des fondements de la notion même d’individu – sont centraux dans l’utopie qui, essentiellement, peut être définie comme une mise en forme fictionnelle des problèmes centraux de la communauté politique de son auteur.
La scéance inaugurale de ce colloque sera consacrée à un débat d’ordre exégétique sur la formule rabelaisienne "Fais ce que voudras": l’ensemble des problèmes soulevés par le thème du consensus dans la structure de ces mondes virtuels que sont les utopies se trouve concentré dans l’utopie de Thélème et dans sa célèbre formule, interprétée comme une anticipation libertaire ou totalitaire, ou encore, comme une invitation à un évangélisme paulinien lié aux conflits de l’époque.
Les séances suivantes seront dédiées à l’étude de la thématique “utopie, consensus et libre-arbitre” et aux problèmes qui en découlent (comme la liberté d’expression et la dissidence) dans les oeuvres littéraires utopiques spécifiques, écrites entre le XIVe et le XVIIe siècles, sensibles, donc, aux implications de la Réforme protestante et de la Contre-Réforme catholique – événements qui ont redéfini l’idée de prédétermination.

Consultez le programme sur le site du CESR:
http://cesr.univ-tours.fr/actualites/utopie-consensus-et-libre-arbitre-xive-xviie-siecles-fais-ce-que-voudras-248329.kjsp?RH=CESR_FR

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Como se inscrever no II Congresso Internacional de Estudos Utópicos da revista Morus

As inscriçõs para apresentação de trabalhos no II Congresso Internacional de Estudos Utópicos da revista Morus - Utopia e Renascimento estão encerradas, mas ainda é possível inscrever-se como ouvinte, gratuitamente. Basta enviar:
1) seu nome completo,
2) instituição à qual está filiado e,
3) tipo de vínculo
para o e-mail: revistamorus@hotmail.com até o dia 4 de junho de 2009.

Para receber o Certificado de Participação, é preciso estar presente em ao menos 75% das mesas.

domingo, 3 de maio de 2009

Programa do II Congresso Internacional de Estudos Utópicos da revista Morus - Utopia e Renascimento


Programa da reunião



II CONGRESSO INTERNACIONAL DE ESTUDOS UTÓPICOS:
O QUE É UTOPIA? GÊNERO E MODOS DE REPRESENTAÇÃO
Revista MORUS – Renascimento e Utopia

7, 8, 9 e 10 de junho de 2009

Local: Centro de Convenções da UNICAMP

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
(SP – Brasil)



ABERTURA DOS TRABALHOS:

Domingo, 7 de junho de 2009 – 17:00


Saudação de:
Reitor Fernando Costa (pela UNICAMP)
Carlos Eduardo Ornelas Berriel (Coordenador do Congresso)
Alcir Pécora (Diretor do IEL)
Cláudio De Boni, Arrigo Colombo, Vita Fortunati, Marie-Luce Demonet
(Representantes de entidades patrocinadoras)



Conferência inaugural:

Jean-Michel Racault
Universidade da Réunion (França)

La relation genre/mode utopique à travers les notions de “perfection” et de “nature humaine” dans les utopies dites “classiques”
***


Segunda-feira, 8 de junho de 2009

MANHÃ
Mesa 1: Utopia e história

Moderador: Edgar De Decca
8:30
Carlos Eduardo Ornelas Berriel
UNICAMP (Brasil)
Campanella, a imaginação utópica a serviço do cesaropapismo
8:50
Arrigo Colombo
Universidade do Salento (Itália)
Utopia letteraria e utopia storica
9:10
Vita Fortunati
Universidade de Bologna (Itália)
La crisi delle ideologie e la re-visione del canone nelle utopie del Novecento
9:30
Claudio De Boni
Universidade de Firenze (Itália)
Positivismo e utopia: la religione dell’Umanità di Comte
9:50
Discussão
10:10
Pausa – café


Mesa 2: Utopia e Renascimento francês

Moderadora: Ana Cláudia R. Ribeiro
10:30
Marie-Luce Demonet
CESR (Tours/França)
L’utopie comme comble de la fiction à la Renaissance
10:50
Laetitia Bontemps
CESR (Tours/França)
Utopie et stéganographie dans l’Histoire véritable ou Le Voyage des princes fortunez (1610) de François Béroalde de Verville
11:10
Yvone Soares dos Santos Greis
UNICAMP (Brasil) e CESR (Tours/França)
La ville d’Orbe chez Barthélemy Aneau
11:30
José Alexandrino de Souza Filho
UFPB (Brasil)
A utopia tupi, segundo Montaigne
11:50
Discussão


TARDE
Mesa 3: Conceito de utopia e viagem

Moderadora: Marie-Luce Demonet
14:30
Hilário Franco Jr.
USP (Brasil)
O conceito antes da palavra: a utopia na Idade Média
14:50
Peter Kuon
Universidade de Salzburg (Áustria)
La naissance de l’utopie comme supplément au récit de voyage
15:10
Ana Cláudia Romano Ribeiro
UNICAMP (Brasil)
A utopia e a sátira
15:30
Susani Silveira Lemos França
UNESP (Franca/Brasil)
Reminiscências e observação no universo dos viajantes dos séculos XIV e XV
15:50
Discussão
16:10
Pausa-café


Mesa 4: Variações sobre Morus

Moderadora: Cristina Meneguello
16:30
Costica Bradatan
Texas Tech University (EUA)
On the very notion of utopia
16:50
Jorge Bastos da Silva
Universidade do Porto (Portugal)
Thomas More, utopian in spite of himself
17:10
Christian Rivoletti
Universidade de Saarland (Alemanha)
Vedere e vivere la città ideale: dalla retorica umanistica all’origine della prima utopia letteraria
17:30
Helvio Gomes Moraes Jr.
UNICAMP e UNEMAT (Brasil)
Cidade Ideal e Cidade Utópica em Francesco Patrizi da Cherso
17:50
Fatima Vieira
Universidade do Porto (Portugal)
Hyperutopia: towards the definition of a new subgenre
18:10
Discussão


Terça-feira, 9 de junho de 2009

MANHÃ
Mesa 5: Fontes antigas da utopia

Moderadora: Ivone Gallo
8:30
Jacyntho Lins Brandão
UFMG (Brasil)
Alotopias de Luciano de Samósata
8:50
Maria José Garcia Soler
Universidade do País Basco (Espanha)
La utopia gastronomica en la comedia griega antigua
9:10
Hernán Martignone
Universidade de Buenos Aires (Argentina)
La antiutopía de las Amazonas en el Hipólito de Eurípides
9:30
Carolina Araújo
UFRJ (Brasil)
A possível República de Platão
9:50
Discussão
10:10
Pausa – café


Mesa 6: Utopia e política

Moderador: Carlos E. O. Berriel
10:30
Cosimo Quarta
Universidade do Salento (Itália)
Livelli del pensiero utopico: antropologia, storia letteratura
10:50
José Paulo Netto
UFRJ (Brasil)
Marx e o conceito negativo de utopia
11:10
Ivone Gallo
PUC-Campinas e UNICAMP (Brasil)
Utopia e Socialismo
11:30
Francisco Foot Hardman
UNICAMP (Brasil)
Utopias e distopias panamericanas: Sousândrade, Miller, Bolaño
11:50
Discussão


TARDE
Mesa 7: Utopia e linguagem

Moderador: Francisco Foot Hardman
13:30
Margarida Salomão
UFJF (Brasil)
Metáforas da utopia na contemporaneidade
14:50
Benjamin Abdalla Jr.
USP (Brasil)
Administração da diferença, preservação da hegemonia
15:10
Elias Thomé Saliba
USP (Brasil)
Quando o futuro vira piada: dimensões humorísticas das utopias modernas
15:30
Edwiges Morato
UNICAMP (Brasil)
Utopias e distopias no campo lingüístico: as concepções e a teorias sobre as afasias
15:50
Bruno Dallari
PUC-SP (Brasil)
Dante Alighieri e o projeto do vulgar ilustre
16:10
Discussão
16:30
Pausa-café


Mesa 8: Desdobramentos do gênero utópico

Moderadora: Iara Lis Schiavinatto
17:50
Adriana Corrado
Universidade de Bologna (Itália)
Da dove ricominciare oggi per progettare l’Utopia?
18:10
Márcio Seligmann-Silva
UNICAMP (Brasil)
O utopismo iluminista e romântico: crise e reinvenção do gênero
18:30
Cristina Memeguello
UNICAMP (Brasil)
Zanzalá, uma utopia brasileira dos
anos 20
18:50
Emerson Tin
FACAMP (Brasil)
O eu e o outro nas Lettres chinoises,
de Voltaire
19:10
Discussão


Quarta-feira, 10 de junho de 2009

MANHÃ
Mesa 9: Utopia e arte

Moderador: Alcir Pécora
8:30
Luiz Marques
UNICAMP (Brasil)
A imaginação pictórica da cidade no Renascimento
8:50
Luciano Migliaccio
USP (Brasil)
Utopia e estoicismo no Studiolo del Cardinale Ferdiando de’ Medici em Roma: duas pequenas pinturas de Jacopo Zucchi e o mito das Ilhas Afortunadas
9:10
Jens Baumgarten
UNIFESP (Brasil)
Uma utopia negativa pós-tridentina: as relações entre o disciplinamento individual e a liberdade estética
9:30
Gianluca Bonaiuti
Università di Firenze (Itália)
L'utopia come genere escapologico. Un'analisi delle architetture mai realizzate della società che non c’è
9:50
Iara Lis Schiavinatto
UNICAMP (Brasil)
Entre as imagens e a utopia
10:10
Discussão
10:30
Pausa – café

Mesa 10: Representações da utopia

Moderador: Márcio Seligman-Silva
10:30
Leandro Karnal
UNICAMP (Brasil)
América utópica: representações do Novo Mundo nas crônicas missionárias
10:50
Antônio Edmilson M. Rodrigues
UFRJ/PUC-RJ/UFF (Brasil)
Das possibilidades de cidades utópicas: os projetos urbanos no espaço do Novo Mundo
11:10
Alcir Pécora
UNICAMP (Brasil)
O V império é uma utopia?
11:30
Suzana Albornoz
UNISC (Brasil)
A Nova Atlântida, de Francis Bacon (1561-1626), na visão do filósofo da utopia Ernst Bloch (1885-1977)
11:50
Edgar De Decca
UNICAMP (Brasil)
12:10
Discussão

TARDE
Mesa 11: Utopia e contemporaneidade

Moderador: Emerson Tin
14:30
Marianna Forleo
ISFOL (Itália)
Le mappe dell’utopia
14:50
Laura Tundo Ferente
Universidade do Salento (Itália)
L’utopia cosmopolitica moderna
15:10
Edson Luiz André de Souza
UFRGS (Brasil)
Psicanálise e vocação iconoclasta das utopias
15:30
Biagio d’Angelo
PUC-SP (Brasil)
Perséfone no espaço. A literatura e a morte dos mitos na ficção científica
16:50
Alfredo Cordiviola
UFPE (Brasil)
Ildney Cavalcanti
UFAL (Brasil)
Em busca das utopias da/na América Latina: identidades, literatura e cultura
17:10
Discussão

domingo, 7 de dezembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

2nd International Congress of Utopian Studies

PROGRAM OF THE
2nd International Congress of Utopian Studies:
What is Utopia? Genre and Modes of Representation
Revista Morus – Utopia e Renascimento

On the occasion of the “Convegno Internazionale Scienza e Tecnica nell’utopia e nella distopia”, in May 2007, a congress jointly sponsored by Revista MORUS – Utopia e Renascimento and the Dipartimento di Studi Sullo Stato dell’Università degli Studi di Firenze, it was decided, by deliberation of its participants, to organize a second meeting in Brazil, the II International Congress of Utopian Studies: What is Utopia? Genre and Modes of Representation. It will take place at Unicamp (Universidade Estadual de Campinas/SP/Brazil), from June 7-10, 2009.

The aim of the II International Congress of Utopian Studies is to determine the literary nature of Utopia and define the modalities of its definition as a genre, as well as to examine the feasibility of such a project. This question leads to the appreciation of its historicity, its relation to the experience of traveling, its relation to social criticism, i.e., to politics: utopia mobilizes philosophical, linguistic, anthropological, religious, economic, and ethical reasoning, as well as all the fields of art: the fundamental aim is to convert it from a concept into an object. It’s a question of defining the genre as the starting point and the final goal of thought, observing it in concrete History, synthetically deducing the genre and eliminating the proceedings (which are rather dissolvent than enlightening), to define any imaginary social representation as utopia. This is the purpose of the II Congress.


Throughout the five centuries of their history, utopian writings have been constant interlocutors of different societies (and corresponding political theories), utopia itself being, sometimes, a political theory and a project of a society. Punctual definitions, although useful and true, do not solve the problem as a whole. Genre, an offspring of History, is the point. The solution could be putting the problem in a historical perspective: since Thomas Morus, who coined the word "Utopia", every description of any society which is supposedly perfect in every sense is called Utopia. The word literally means “that which is nowhere”. Any ideal of a human society which is supposed to be extremely desirable, but generally considered impracticable, is called “utopian”. The most general explanation of the origins of this literary genre basically follows the idea that Utopia was generated by the bourgeois process of rationalization of life, proper to the Renaissance. Probably none of the main authors of Renaissance utopias believed that the society which they depicted could be established, but, instead, they were moved by the desire to criticize the society of their times and to propose reforms, which were accomplished in the utopian society. Utopia was born under a favorable star: it represents, like The Prince and The Courtesan, a highlight of the Quattrocento Humanism, and maybe its limit, as well: the concept, built by the social praxis, that man can steer the course of his own destiny. Individual existence and associate living are seen as human and historical by Humanism and, thus, “moldable” by a teleology that, although it had always existed, reached an ephemeral emancipation. The belief in social perfectibility underlay the genesis of utopia, once human perfectibility was already intrinsic to the Christian concept. Utopia showed that society was incomplete and provided a solution to that problem. The literary formalization of the complete remission of social ills is, in itself, utopia. The text that builds a perfect polis with words imagines that social completeness is possible if Reason’s dictates are applied. As an allegory, utopia formalizes the contradictions of the moment of its composition and projects the notion of “eternal”, which is the product of that condition. The platonic ferment is evident in itself. Therefore, utopia is the image of social perfection, immanent to a concrete historical moment. Utopia is also the junction of the ethical perspective and the economy, which gives it a congenitally anti-capitalistic and revolutionary meaning.


Utopias have been an object of criticism for a long time, which means that they were, in this process, an object of evaluation and judgment: the history of evaluative and/or semantical variations of utopia was minutely studied by H. G. Funke[1]. As a result of these analyses, utopias were often accused of promoting a dilettante attitude towards the project of a new society, since they did not take into account “human realities”, such as ambitions, lust for power, etc., and for lagging behind scientific achievements of social engineering. It has also been stated that the revolutionary utopian spirit is the cause of its own dissolution, since revolutions, and thus changes and progress, cannot take place in a perfect society[2].


As a form of representation, the nature of utopia has raised an extraordinary number of issues, which attests its richness as a privileged subject of study. This meeting, thus, aims at looking for a definition of utopia as a genre and to investigate the feasibility of such a definition. The following fields of research are included: History, Philosophy, Literature, Anthropology, History of Art, Linguistics, Psychology, Politics, Sociology, Architecture, Urbanism, and Rhetoric.


Carlos E. O. Berriel
Editor of MORUS – Utopia e Renascimento
Professor of the Departamento de Teoria Literária/IEL/UNICAMP


[1] FUNKE, Hans Gunter. “L'évolution sémantique de la notion d’Utopie en français”. In: De l’utopie à l’uchronie. Ed. by Henrich HUDDE and Peter KUON, Tübingen, 1988, pp. 19-37.
[2] TROUSSON, Raymond. Viaggi in nessun luogo – Storia letteraria del pensiero utopico. Longo Editore, Ravenna, 1992.

II Convegno Internazionale di Studi Utopici

PROGRAMMA DEL
II Convegno Internazionale di Studi Utopici:
Che cos’è l’utopia? Genere e modi di rappresentazione
Rivista MORUS – Utopia e Renascimento


Con l’occasione del “Convegno Internazionale Scienza e Tecnica nell’utopia e nella distopia”, che si è tenuto a Firenze dal 22 al 23 maggio 2007, con un’iniziativa congiunta della rivista MORUS – Utopia e Renascimento e del Dipartimento di Studi sullo Stato dell’Università degli Studi di Firenze, a seguito della deliberazione dei suoi partecipanti si è deciso di realizzare in Brasile un secondo incontro, che sarà precisamente il II Convegno Internazionale di Studi Utopici: Che cos’è l’utopia? Genere e modi di rappresentazione. Il convegno si terrà all’UNICAMP, a Campinas (São Paulo/Brasile), nei giorni 7, 8, 9 e 10 giugno 2009.

Lo scopo di questo II Convegno Internazionale di Studi Utopici è quello di delimitare la natura letteraria dell’Utopia e di chiarire le modalità della sua definizione in quanto genere – e anche di verificare la possibilità di un tale progetto. Questo problema ci conduce alla valutazione della sua storicità, del suo rapporto con l’esperienza del viaggio e con la critica sociale, cioè, con la politica; l’utopia coinvolge il pensiero filosofico, linguistico, antropologico, teologico, economico, etico, tutti i campi dell’arte: la cosa fondamentale è trasformarla da soggetto a oggetto. Si tratta di definire il genere come punto di partenza e d’arrivo del pensiero, localizzandolo nella Storia concreta, deducendolo in forma sintetica e allontanando il procedimento più dispersivo che chiarificatore di qualificare come utopia qualsiasi configurazione sociale immaginaria. È questo l’obiettivo che si prefigge questo II Convegno Internazionale.

Le utopie sono state, nel loro mezzo millennio di storia, regolari interlocutrici delle varie società e teorie politiche corrispondenti, in quanto la stessa utopia è stata, qualche volta, una teoria politica e una proposta di società. Le defininizioni puntuali, anche se utili e attendibili, non esauriscono il tema. Il genere, figlio della Storia, è la questione fondamentale. La soluzione sarebbe quella di porre il problema nella prospettiva storica: da Thomas More, inventore della parola, è chiamata Utopia quella descrizione di una società che si suppone perfetta in tutti i sensi, parola che vuol dire, in senso letterale, “quello che è in nessun luogo”. È chiamato “utopico” ogni ideale di società umana che si ritiene massimamente desiderabile, però nel genere giudicato impraticabile. La spiegazione più generale della nascita di questo genere letterario si impernia fondamentalmente sull’idea della generazione dell’Utopia, a partire dal processo borghese di razionalizzazione della vita proprio del Rinascimento. È probabile che nessuno dei principali autori delle utopie del Rinascimento credesse che la società descritta fosse realizzabile, però essi sono stati mossi dal desiderio di criticare la società della loro epoca e ci hanno proposto riforme, portate a compimento nella società utopica descritta nelle loro opere. L’utopia è nata sotto una buona stella: rappresenta, come Il Principe e Il Cortigiano, un punto d’arrivo dell’Umanesimo quattrocentesco, e forse anche il suo limite: la concezione, costruita dalla prassi sociale, secondo la quale l’uomo potrebbe, con le sue stesse mani, decidere del suo destino. L’esistenza individuale e il vivere associato sono stati visti dall’Umanesimo come storici – umani – e, dunque plastici, modellabili da una teleologia che, anche se è sempre esistita, è arrivata allora ad una effimera emancipazione. Ha orientato la genesi dell’utopia la credenza nella perfettibilità sociale, poiché la perfettibilità umana era già intrinseca alla concezione cristiana. L’utopia ha indicato che la società era di fatto incompiuta e che da questa incompiutezza derivava una soluzione. La formalizzazione letteraria della completa remissione dei mali sociali è, in sè, l’utopia. Il testo che costruisce con parole una polis perfetta s’immagina essere la possibile compiutezza sociale, una volta applicati i dettami della Ragione. Come allegoria, l’utopia formalizza le contraddizioni del momento presente nella loro composizione e proietta la nozione di “eterno”, prodotto di quella circostanza. Il seme platonico è in sè evidente. Pertanto, l’utopia è l’immagine della perfezione sociale immanente in un momento storico concreto. L’utopia sarebbe anche la congiunzione della prospettiva etica con l’economia, il che le imprime un senso congenito anticapitalista e rivoluzionario.

È da molto tempo che le utopie sono oggetto di critiche, il che significa che sono state, in questo processo, oggetto di valutazione e giudizio: la storia delle variazioni di valutazioni e/o semantiche dell’utopia è stata studiata in modo particolare da H.G. Funke[1]. Come risultato di queste analisi, le utopie sono state spesso accusate di promuovere un atteggiamento dilettantistico nella proposta di una nuova società, per il fatto che non tengono in conto le “realtà umane”, come le ambizioni, il desiderio di potere ecc., e di non essere aggiornate per ciò che concerne le conquiste scientifiche dell’ingegneria sociale. È stato anche detto che lo spirito rivoluzionario utopico si estingue automaticamente, poiché in una società perfetta non c’è posto per rivoluzioni e, quindi, neanche per cambiamenti e progressi[2].

La natura dell’utopia, in quanto forma di rappresentazione, ci ha portato a una straordinaria complessità di problemi; il che mette in evidenza tutta sua ricchezza in quanto oggetto privilegiato di studi. Durante questo incontro, dunque, si propone una ricerca della definizione dell’utopia come genere, oltre all’investigazione della possibilità di questa definizione. Tutti i campi di riflessione sono inclusi: Storia, Filosofia, Letteratura, Antropologia, Storia dell’Arte, Linguistica, Psicologia, Politica, Sociologia, Architettura, Urbanistica, Retorica.


Carlos E. O. Berriel
Direttore della rivista MORUS – Utopia e Renascimento
Docente al Departamento de Teoria Literária/IEL/UNICAMP (Brasile)

[1] FUNKE, Hans Gunter - “L’évolution sémantique de la notion d’Utopie en français”, em De l’utopie à l’uchronie. Ed. por Henrich HUDDE e Peter KUON, Tübingen, 1988, pp. 19-37.
[2] TROUSSON, Raymond - Viaggi in nessun luogo – Storia letteraria del pensiero utopico, Longo Editore, Ravenna, 1992.